Política e representatividade

Por Jaime Freitas

O processo eleitoral, em nossa nação, é tão envolvente quanto uma partida de futebol, com a diferença que, no futebol, a cada semestre há um novo campeonato a ser disputado. Na política, não. O processo se dá no mínimo a cada dois anos, porém as discussões ideológicas não se limitam aos pleitos nos dias 3 de outubro e 15 de novembro dos anos eleitorais, persistem continuamente ao pós-eleitoral.

Vejamos, como exemplo, aqui no Rio Grande do Sul, após a vitória da Frente Popular sobre o somatório de 11 partidos que utilizava o slogan “Rio Grande Vencedor” – representantes do “continuísmo” ou do modelo neoliberal e globalizante.

O povo, em geral, discute os novos caminhos adotados por um representante de princípios socializantes e populares. Estas discussões não se dão apenas nas propostas, vão mais além, alcançam a posição ideológica de cada um.

Os enfrentamentos, muitas vezes, são diários, incentivados por uma mídia (dominante) competente em criar “casos” e “conflitos”. Nas empresas, nos cafés, na nossa querida Rua da Praia, nos Shoppings, nos estádios, em nossas casas. Cada um defende a sua posição com um ardor apaixonado, e todos “armados” com fortes argumentos, capazes de provocar a dúvida um no outro.

Faz parte da nossa história a dualidade política (como também no futebol). Maragatos x Chimangos, Pica-paus x Maragatos, Assisistas x Borgistas. Temos muitos exemplos.

A alma gaúcha é e sempre será forte na busca da superação. Somos produto de uma nação que tentou nos manter à margem da nacionalidade, mas mostramos a nossa força no “Ideal Farroupilha”, e até hoje vistos como os gauleses da histórias do Asterix, enfrentando os Romanos; e vencendo.

A nossa “rebeldia” é para mostrar ao país que aqui, independente da posição ideológica, temos personalidade, e sobre política e politiqueiros, conhecemos bem. Formamos um Estado politizado, com capacidade de discordar do rumo adotado por qualquer governante, sejam eles de partidos tanto de esquerda quanto de direita. Acima de tudo, desejamos que quem esteja no poder nos represente efetivamente. Não damos votos a esmo. Brigamos por ele entre uma eleição e outra, na busca de uma sociedade mais igualitária, justa e próspera.

A riqueza de um país, de uma nação, de um Estado é o seu povo, portanto deve ser respeitado e valorizado; sempre!

Procuramos, através dos pleito eleitorais, a nossa representação. Os nossos sonhos e os nossos valores são confiados aos políticos, através da “procuração” que é o voto. Nada mais justo que sejamos os “fiscais” dos mesmos. É nosso dever e responsabilidade ficar atento aos caminhos adotados por nossos “representantes-governantes”, para depois não amargarmos nossos destinos. 

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