Uma foca de sorte

 Por Bruna Lauermann

Eu nunca vivi o drama de não saber o que queria ser. Provavelmente em algum momento da infância eu tenha dito que queria ser veterinária, mas desde que me conheço por gente lembro de responder que iria ser jornalista. Enquanto eu respondia isso sem ter a mínima ideia do que significava, a galera aqui da 359 já estava fazendo jornalismo online. Eu, que entrei na Famecos em 2009 para “fazer jornalismo impresso porque gostava de escrever”. Bobinha! (E uma foca de sorte, penso enquanto escrevo aqui). A verdade é que eu entrei na Famecos e nunca mais saí.

Meu primeiro estágio foi como Produtora de Conteúdo na DM9Sul, era mais publicidade do que jornalismo, mas foi lá que aprendi tudo que eu sei de internet e redes sociais. E foi a partir desse conhecimento que pude entender como aplicar toda a lógica que a gente usava para vender os produtos ou ideias, agora para ‘vender’ o meu próprio produto: informação. Passei por mais agências de publicidade, já que era o que eu tinha no meu currículo – e ninguém te dá a experiência mas todos os contratantes pedem por ela.

Até que, fui de mala e cuia e coração para Brasília atrás de quem? De um publicitário! Que sina… Transferi a faculdade, enfim fiz um currículo online apresentável e fui viver a minha história de amor. Fui para viver uma paixão e acabei ganhando outra de brinde: dois anos no jornal popular do Correio Braziliense, o querido Aqui DF, do Diários Associados. Aquele formato que, segundo a faculdade, pode ser sensacionalista, faz escorrer sangue da capa, etc. Aquele que, aprendi na prática, fala com um público gigantesco por 50 centavos, tem espaço para matérias de polícia, mas também de saúde, gastronomia, cultura, denúncia e toda e qualquer coisa que eu propunha e Anderson Costolli, meu chefe querido, apostava.

Sonho realizado: crachá de imprensa, mil blocos e o chimas a tiracolo

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Minha dica para marinheiros de primeira viagem: Oportunidade em jornal popular? Pegue! Entrevistei Maria da Penha, ajudei diretor de cinema local a conseguir patrocínio, fiz pesquisa e matéria sobre consumo de pornografia, entrei em carceragem no interior de Goiás (onde uma cela para duas pessoas tem 14 presos) E CONHECI A SANDY!!!!

O jornalismo tem dessas, inventar pautas para realizar sonhos de infância

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E daí que a zona de conforto sempre me dá um pé na bunda e, assim que ia ser transferida para cobrir a editoria de cidades do Correio Braziliense, fui parar em San Francisco – Califórnia, sem falar inglês, sem permissão de trabalho, só com o intuito de acompanhar meu agora marido-publicitário e terminar a bendita faculdade de jornalismo. Para encurtar a história, um ano depois estou em Nova York, já me virando no inglês e intoxicada pela sensação de que dá pra fazer! Digo que nunca saí da Famecos porque acabei de enviar minha documentação de lá para as minhas possíveis faculdades daqui. E porque, graças ao prédio sete e a tudo que ele reserva para quem passa por lá, pude escrever pra vocês.

A aventura dos editores da 359 Online lá em 1998 foi começar a reportar online. A minha vai ser ter chegado quando já estava ‘tudo pronto no mundo internético’ e tentar fazer a diferença por aqui. Digo aqui online, e aqui na terra do Trump também. Vai ser divertido!

sobre o autor

Bruna Lauermann
Bruna Lauermann
Atriz e jornalista. Morou em Porto Alegre, Brasília, San Francisco e agora Nova York. Foi repórter do Aqui DF, do Diários Associados. É idealizadora da série #ouviemny no Instagram @brunalauermann

3 Replies to “Uma foca de sorte”

  1. Fiquei emocionada e feliz com tua trajetória, mostra bem a guerreira que és, realiza tuas conquistas indo a luta, batendo na porta e mostrando teu profissionalismo.Sucesso em qualquer lugar do mundo, competência e dedicação te pertencem!

  2. Dá-lhe Bruninha! Tudo certo como tem q ser. Teu caminho sendo trilhado com MTA luz, dedicação, amor e sucesso. Merecido????? Sem DÚVIDA!!!!!! Torcendo sempre p q continues a voar alto na tua carreira e na tua vida pessoal. Vai neguinha!!!!!! Te amo! Bjsssss

  3. PARABÉNS Bruna !
    Escrever essas duas palavras são poucas,principalmente perto do que tu já fez e obteve grandes resultados.
    Segues reto no teu caminho,muito embora hajam curvas nessa trajetória, mas firme nos teus objetivos. Como o Ivano, a Cláudia e a irmã Gabi, nós também estamos felizes por essa tua crescente caminhada.
    Abraços.
    Prof. Edson

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