Projeto Olho Mágico une quadrinhos de Brasil e Argentina

Por Leonardo Carvalho

No dia 6 de abril, o Teatro Renascença acolheu o lançamento do projeto Olho Mágico: revista em quadrinhos que tem a proposta de unir quadrinistas de Porto Alegre e Buenos Aires.

Cidades diferentes, países diferentes, trabalhos diferentes. ” A diferença entre o quadrinista brasileiro e o argentino é basicamente que o argentino tem formação acadêmica, enquanto o brasileiro é mais um autodidata.” É o que afirma o chargista Allan Sieber, autor da história Olha dos Homens Mulheres. Allan trabalho no jornal O Estado de S. Paulo e cita como influências o americano Crumb. E, como referência, sua própria vida transportada para seus personagens.

O contraponto é dado por Cintia Vietto, de Buenos Aires, artista plástica. Ela diz que “apesar das diferenças, a linguagem une as obras”. E continua dando o tom da revista: “A cidade é universal – maior ou menor são todas iguais”.

A discussão esquenta com a opinião do organizador do projeto-revista, Rodrigo Rosa – estudante da Famecos “do 3º ao 7º semestre”, brinca o ilustrador da Zero Hora: “Em Buenos Aires, há um crescimento da produção de quadrinhos a partir e durante a década de 50, o que faz com que hoje o quadrinho argentino siga uma linha mais experimentalista e artística, por outro lado, nós estamos começando o trabalho agora, daí os traços que numa primeira vista podem parecer mais básicos”.

A discussão pode ir bem mais longe, mas antes de dar opinião, vale a pena dar uma conferida no trabalho dessa turma. O preço da revista é R$ 5, e quem quiser achar vai ter que dar uma garimpada em casas culturais por aí, sugiro a Cidade Baixa.

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