Arte e Comunicação

Por Leonardo Carvalho

Às vezes, a gente pensa em fazer uma apresentação de tudo o que é novo. Independente de regras jornalísticas que dizem que é melhor começar as coisas novas (no caso, esta coluna) sem muita conversa, indo direto ao assunto. Bem, jornalistas somos, mas amantes da arte também, e esta publicação virtual não é nenhuma “ZH digital”.

E, sem querer, acabei apresentando a proposta desta coluna, então vamos direto ao assunto!

Já que falamos de jornalismo, seria interessante destacar a aula-inaugural realizada no último dia 16, com o tema “Jornalismo na Internet”, ministrada pelo professor Rosental Calmon Alves, titular da novíssima cadeira de “Jornalismo on-line” na Universidade do Texas. Durante a aula, o professor apresentou um panorama geral do que se sabe sobre o tema jornalismo e internet nas principais redações do mundo: absolutamente nada!

A Internet é um meio muito novo para criar paradigmas de comunicação. As redações, a princípio, criam sites e jornais online, mas a verdade é que ainda não se sabe a linguagem que melhor atinge o público internauta.

Aos poucos, este novo meio toma forma, e a tendência que se espera, baseada na observância das outras revoluções da área da comunicação (rádio e TV, mais recentemente), é de que a internet torne-se um híbrido de texto, som e imagem, direcionados a um mesmo “ponto” de informação, a um mesmo tema e ponto de vista (a informação multimídia por excelência). Isto aliado ao fator possibilidade maior de interferência por parte do receptor na mensagem sem precedentes na história da comunicação. Interferência que se daria através da imensa gama de caminhos possíveis para chegar à informação, que, após encontrada, seria resultado da própria visão que o receptor tem de mensagem ou notícia verdadeira. Tudo resultado do enorme volume de informação que se encontra disponível na web.

O futuro da comunicação, sem dúvida, se delineia na superinfovia. Os comunicadores de amanhã serão como que condutores dos passageiros da via que estarão cada vez mais sedentos de novos destinos, novas informações.

(Publicado originalmente na Edição 1, de 23 de março de 1998)

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